quinta-feira, 26 de junho de 2014


UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - UFC
O Curso de Especialização em Coordenação Pedagógica
Turma 03 Barbalha 2013

Professor: Reginaldo Ferreira Domingos

Cursista: Francisco Mauro de Sousa 

Avaliação Institucional

 Quando Sócrates diz: “que nada sei”, acredito que estivesse falando do universo de conhecimento que seria impossível a um homem a aquisição de todas as coisas.
Avaliar é um verbo da primeira conjugação, mas de difícil definição.
“A avaliação é a reflexão transformada em ação, não podendo ser estática nem ter caráter sensitivo e classificatório”. Jussara Hoffmann
Quando se ouve falar em avaliação como um ato de amor, pensa-se naqueles poemas juvenis, onde os adolescentes dissertam sobre suas paixões, seus afetos e amores. Geralmente não vem a mente a ideia de um trabalho puramente pedagógico, mas como um recheio de fantasias.
Quando se analisa o ato de amor, percebe-se o quanto é importante para o educando. Pois o profissional não é apenas um mero repassador de conteúdo, mas um ser capaz de mover, despertar e criar mecanismos para a aprendizagem.
Aquela avaliação que muitas vezes era um instrumento de opressão, de vingança, causando medo, estresse, vergonha e pavor, se transforma em um objeto de desejo, de transformação, onde o próprio educando se submete com consciência, buscando o seu próprio mundo de superação intelectual e social.
Quem já não viu um aluno pegar a sua prova, toda riscada num formato de X vermelho, picotá-la e arremessá-la no lixeiro ou no canto da sala? Ou quem já fê-lo?
Segundo Canen (2001), Gandin (1995) e Luckesi (1996), “a avaliação é um julgamento sobre uma realidade concreta ou sobre uma prática, à luz de critérios claros, estabelecidos prévia ou concomitantemente, para tomada de decisão”.
Há diversos tipos de avaliação: Avaliação Diagnóstica, aquela que é usada no inicio das aulas com o objetivo de conhecer melhor o aluno e buscar maiores informações, sem fazer uso daquela nota.
A avaliação Formativa é aquela que acompanha o aluno no seu dia-a-dia, direcionando-o corretamente e percebendo a sua compreensão sobre o conteúdo ministrado. Seu foco pedagogicamente está na aprendizagem.
Já a Avaliação Somativa é compreendida como aquela classificatória, é a junção de todas as atividades propostas, como: Trabalhos, provas, seminários, pesquisas, exercícios e outras atividades apresentadas.
Percebe-se que a avaliação educacional acompanha a vida do aluno na escola. Ela consegue visualizar os pontos forte e críticos e dá ao professor a oportunidade de interferir imediatamente, sem que precise deixar esse momento importante para um fim de bimestre ou ano, quando muitas vezes já tem levado o aluno a desmotivação e até a desistência.
A avaliação Institucional tem trazido algumas mudanças no formato pedagógico. Tem-se promovido alguns debates, reflexões e mudanças. Há uma necessidade urgente de se qualificar, se renovar, rever as práticas pedagógicas e a exigência do mundo atual. Não é uma questão de modismo, mas de compreensão de uma nova ordem social, de um mundo exigente e competitivo.
É assim, em todas as áreas da sociedade. Na agricultura, na saúde, na segurança, na ecologia e na educação não seria diferente.

Portanto, a avaliação Institucional tem contribuído sim, com o trabalho docente. As oportunidades de acompanhar as avaliações externas, como: SAEB, ENEM, SPAECE e outras, dão ao educador a possibilidade de rever o seu mundo de formação e de pensar também em larga escala.

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