UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - UFC
O Curso de
Especialização em Coordenação Pedagógica
Turma 03 Barbalha 2013
Professor: Reginaldo Ferreira Domingos
Cursista: Francisco Mauro de Sousa
Organização do
trabalho na escola a partir das ações do coordenador pedagógico visando uma
gestão democrática
A democracia é o
recipiente transparente da sociedade. É o sonho de consumo de um povo ético,
que aspira e respira um mundo igualitário. É uma luta antiga do mundo grego que
causa desejo a sociedade presente beber desta fonte.
A gestão democrática tem
uma árdua tarefa de vivenciar esta prática no mundo atual. Primeiramente,
precisa estar atenta as situações atuais. Foi-se o tempo em que muitos
educadores faziam parte do grupo educacional sem a devida competência. Alguns
recebiam em suas casas um contrato permanente para trabalhar sem formação e
vocação. Isto tem causado muita dificuldade para educação. Causado porque ainda
há alguns remanescentes.
Para a
instrumentalização da gestão pedagógica, ela precisa conhecer alguns caminhos
importantes, por exemplo: A Constituição Federal, pelo menos as referências
ligadas à educação, a LDB, os PCNs, as avaliações externas e ter uma boa
formação em gestão pedagógica.
A ignorância tem sido a
causa de muito fracasso na educação. A falta de conhecimento sobre as teorias da
aprendizagem testifica a incompetência do educador. Há uma lógica. Nenhum
engenheiro assume a construção de um edifício se ele não estiver totalmente
qualificado para aquela obra.
Infelizmente, na
educação alguns se arriscam em “da” aula, quando deveria mediar a aula,
provocando, instigando, criando situações favoráveis para o conhecimento.
Foi feito uma entrevista
com sete professores da EEEP irmã Ana Zélia da
Fonseca de Milagres, representando 25% do quadro dos
docentes, onde os mesmo puderam dar as suas contribuições quanto ao trabalho do coordenador pedagógico.
A entrevista abordava a temática: Qual a contribuição do Coordenador Pedagógico
para a escola?
Os docentes entrevistados fazem parte do quadro de
professores da escola acima citada. São professores de História, Biologia,
Educação Física, Língua Portuguesa, Informática, Geografia e Artes.
Foram diversas as contribuições
apresentadas por eles. Foi dito que o coordenador é um parceiro. A visão que
muitos têm que ele é mais um fiscalizador foi descartada por todos. Felizmente
há um reconhecimento por parte deste educador. É ele quem chega junto, em meios
as turbulências ocorridas no dia-a-dia. É ele quem checa o nível de
aprendizagem, anotando os nomes dos que se encontram em situações desejáveis e
nas mais críticas. Lidar com estes jovens, cheio de saúde, em pleno vigor
físico, não é uma tarefa fácil. A idade entre 14 a 16 anos para passar quase
dez horas por dia, é um grande desafio.
O coordenador também é um
intermediário entre pais e alunos. Toma
conhecimento das necessidades de cada educando, facilitando o trabalho do
professor. É percebido através de conversa com os pais, onde é apresentado
problemas, como: transtorno bipolar, hiperatividade, déficit de aprendizagem na
leitura e escrita, horário para medicamentos, depressão, diabetes, entre outras.
Como
foi visto tudo depende de uma boa articulação pedagógica. Pois ele prevê os
acontecimentos futuros através das experiências e estatísticas apresentadas.
O coordenador também é visto como um
cooperador. Através dos encontros semanais, aumenta este vinculo de cooperação.
Sua experiência encoraja o educador. Há um dia de estudo para cada área do
conhecimento. A segunda feira é destinada a área técnica. É um momento bem
especifico. Os educadores têm uma formação mais técnica e precisam mais das instruções
pedagógica, já que no período da formação não receberam com tanta eficiência. As terças feiras são destinadas a Linguagens
e Códigos, onde facilita bem mais a comunicação, pois a coordenação é formada
na mesma área. A quarta feira é disponibilizada para Ciência da Natureza e suas
Tecnologias. A linguagem também traz semelhança às técnicas. Finalmente, a
quinta feira contempla Ciências Humanas.
Como foi visto, a tarefa da
coordenação pedagógica é bastante extensa. Há uma preocupação em assistir todos
os educadores, sem esquecer de ver os casos específicos, entre aqueles que têm
dificuldades no relacionamento com as turma, falta de domínio e de visão
pedagógica.
O
coordenador também é visto como um educador. Essa visão implica em maior
responsabilidade. Pois trata da mais sublime tarefa humana, a de educar.
Plantar sonhos na vida destes meninos e meninas, mas não só plantar, regar,
acompanhar a luta diária e desafiar a cada um a galgar o mundo dos seus sonhos.
É preciso acreditar. Não vale dizer para um adolescente que ele é capaz quando
você não acredita nas possibilidades dele ser o que ele deseja. E ai vem o
desafio: Trabalhar as responsabilidades do educando para chegar na hora certa;
cumprir com suas responsabilidades quanto a entrega de trabalhos e exercícios
em tempo hábil; respeitar o tempo pedagógico; ser um cidadão ético; ser um bom
leitor para dominar a escrita e ter uma boa argumentação e acima de tudo ser
consciente da sua realidade
O trabalho de coordenação
pedagógica, como o próprio nome já diz, precisa estar envolvido com a
aprendizagem do educando. Precisa ser bem claro as atribuições. Não é que não
possa ser um auxiliar direto do diretor administrativo, mas que a sua área de
prioridade é com a aprendizagem do aluno.
O maior desafio do coordenador
pedagógico é administrar o seu tempo, equalizar o universo de atribuições que
lhe são imputadas, como: orienta o professor para encontrar soluções para o
baixo nível de aprendizagem, oportunizando cada aluno e mantendo o equilíbrio
entre os que se destacam sem causar prejuízo e nem desmotivação aos que estão
com dificuldades.
Referências
bibliográficas.
ALMEIDA, Laurinha Ramalho;
PLACCO, Vera Maria Nigro de Souza (Org.) O coordenador pedagógico e o espaço da
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LIBANEO, José Carlos; Oliveira,
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OLIVEIRA, D. A. Mudanças na
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D. A.; ROSAR, M. F. F. Política e
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125-144
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