sábado, 28 de junho de 2014


UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - UFC
O Curso de Especialização em Coordenação Pedagógica
Turma 03 Barbalha 2013

Professor: Reginaldo Ferreira Domingos

Cursista: Francisco Mauro de Sousa 

Organização do trabalho na escola a partir das ações do coordenador pedagógico visando uma gestão democrática

           A democracia é o recipiente transparente da sociedade. É o sonho de consumo de um povo ético, que aspira e respira um mundo igualitário. É uma luta antiga do mundo grego que causa desejo a sociedade presente beber desta fonte.
            A gestão democrática tem uma árdua tarefa de vivenciar esta prática no mundo atual. Primeiramente, precisa estar atenta as situações atuais. Foi-se o tempo em que muitos educadores faziam parte do grupo educacional sem a devida competência. Alguns recebiam em suas casas um contrato permanente para trabalhar sem formação e vocação. Isto tem causado muita dificuldade para educação. Causado porque ainda há alguns remanescentes.
            Para a instrumentalização da gestão pedagógica, ela precisa conhecer alguns caminhos importantes, por exemplo: A Constituição Federal, pelo menos as referências ligadas à educação, a LDB, os PCNs, as avaliações externas e ter uma boa formação em gestão pedagógica.
            A ignorância tem sido a causa de muito fracasso na educação. A falta de conhecimento sobre as teorias da aprendizagem testifica a incompetência do educador. Há uma lógica. Nenhum engenheiro assume a construção de um edifício se ele não estiver totalmente qualificado para aquela obra.
            Infelizmente, na educação alguns se arriscam em “da” aula, quando deveria mediar a aula, provocando, instigando, criando situações favoráveis para o conhecimento.
            Foi feito uma entrevista com sete professores da EEEP irmã Ana Zélia da Fonseca de Milagres, representando 25% do quadro dos docentes, onde os mesmo puderam dar as suas contribuições  quanto ao trabalho do coordenador pedagógico. A entrevista abordava a temática: Qual a contribuição do Coordenador Pedagógico para a escola?
            Os docentes entrevistados fazem parte do quadro de professores da escola acima citada. São professores de História, Biologia, Educação Física, Língua Portuguesa, Informática, Geografia e Artes.
            Foram diversas as contribuições apresentadas por eles. Foi dito que o coordenador é um parceiro. A visão que muitos têm que ele é mais um fiscalizador foi descartada por todos. Felizmente há um reconhecimento por parte deste educador. É ele quem chega junto, em meios as turbulências ocorridas no dia-a-dia. É ele quem checa o nível de aprendizagem, anotando os nomes dos que se encontram em situações desejáveis e nas mais críticas. Lidar com estes jovens, cheio de saúde, em pleno vigor físico, não é uma tarefa fácil. A idade entre 14 a 16 anos para passar quase dez horas por dia, é um grande desafio.
            O coordenador também é um intermediário entre pais e alunos.  Toma conhecimento das necessidades de cada educando, facilitando o trabalho do professor. É percebido através de conversa com os pais, onde é apresentado problemas, como: transtorno bipolar, hiperatividade, déficit de aprendizagem na leitura e escrita, horário para medicamentos, depressão, diabetes, entre outras.
Como foi visto tudo depende de uma boa articulação pedagógica. Pois ele prevê os acontecimentos futuros através das experiências e estatísticas apresentadas.
            O coordenador também é visto como um cooperador. Através dos encontros semanais, aumenta este vinculo de cooperação. Sua experiência encoraja o educador. Há um dia de estudo para cada área do conhecimento. A segunda feira é destinada a área técnica. É um momento bem especifico. Os educadores têm uma formação mais técnica e precisam mais das instruções pedagógica, já que no período da formação não receberam com tanta eficiência.  As terças feiras são destinadas a Linguagens e Códigos, onde facilita bem mais a comunicação, pois a coordenação é formada na mesma área. A quarta feira é disponibilizada para Ciência da Natureza e suas Tecnologias. A linguagem também traz semelhança às técnicas. Finalmente, a quinta feira contempla Ciências Humanas.
            Como foi visto, a tarefa da coordenação pedagógica é bastante extensa. Há uma preocupação em assistir todos os educadores, sem esquecer de ver os casos específicos, entre aqueles que têm dificuldades no relacionamento com as turma, falta de domínio e de visão pedagógica.
                        O coordenador também é visto como um educador. Essa visão implica em maior responsabilidade. Pois trata da mais sublime tarefa humana, a de educar. Plantar sonhos na vida destes meninos e meninas, mas não só plantar, regar, acompanhar a luta diária e desafiar a cada um a galgar o mundo dos seus sonhos. É preciso acreditar. Não vale dizer para um adolescente que ele é capaz quando você não acredita nas possibilidades dele ser o que ele deseja. E ai vem o desafio: Trabalhar as responsabilidades do educando para chegar na hora certa; cumprir com suas responsabilidades quanto a entrega de trabalhos e exercícios em tempo hábil; respeitar o tempo pedagógico; ser um cidadão ético; ser um bom leitor para dominar a escrita e ter uma boa argumentação e acima de tudo ser consciente da sua realidade
            O trabalho de coordenação pedagógica, como o próprio nome já diz, precisa estar envolvido com a aprendizagem do educando. Precisa ser bem claro as atribuições. Não é que não possa ser um auxiliar direto do diretor administrativo, mas que a sua área de prioridade é com a aprendizagem do aluno.
            O maior desafio do coordenador pedagógico é administrar o seu tempo, equalizar o universo de atribuições que lhe são imputadas, como: orienta o professor para encontrar soluções para o baixo nível de aprendizagem, oportunizando cada aluno e mantendo o equilíbrio entre os que se destacam sem causar prejuízo e nem desmotivação aos que estão com dificuldades.

Referências bibliográficas.

ALMEIDA, Laurinha Ramalho; PLACCO, Vera Maria Nigro de Souza (Org.) O coordenador pedagógico e o espaço da mudança. 3.ed. São Paulo: Ed. Loyola, 2003
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro  de 1996.  Estabelece  as  diretrizes  e  bases  da
educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 23 dez. 1996.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. 18. ed. atual. ampl. São Paulo: Saraiva, 1998.
LIBANEO, José Carlos; Oliveira, João Ferreira de; TOSCHI, Mirza Seabra. Educação escolar: políticas,estrutura e organização. São Paulo: Cortez, 2006
OLIVEIRA, D. A. Mudanças na organização e gestão do trabalho na escola. In: LIVEIRA,
D. A.; ROSAR, M. F. F. Política e gestão da educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2002. p.

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