sábado, 28 de junho de 2014


UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - UFC
O Curso de Especialização em Coordenação Pedagógica
Turma 03 Barbalha 2013

Professor: Reginaldo Ferreira Domingos

Cursista: Francisco Mauro de Sousa 

Organização do trabalho na escola a partir das ações do coordenador pedagógico visando uma gestão democrática

           A democracia é o recipiente transparente da sociedade. É o sonho de consumo de um povo ético, que aspira e respira um mundo igualitário. É uma luta antiga do mundo grego que causa desejo a sociedade presente beber desta fonte.
            A gestão democrática tem uma árdua tarefa de vivenciar esta prática no mundo atual. Primeiramente, precisa estar atenta as situações atuais. Foi-se o tempo em que muitos educadores faziam parte do grupo educacional sem a devida competência. Alguns recebiam em suas casas um contrato permanente para trabalhar sem formação e vocação. Isto tem causado muita dificuldade para educação. Causado porque ainda há alguns remanescentes.
            Para a instrumentalização da gestão pedagógica, ela precisa conhecer alguns caminhos importantes, por exemplo: A Constituição Federal, pelo menos as referências ligadas à educação, a LDB, os PCNs, as avaliações externas e ter uma boa formação em gestão pedagógica.
            A ignorância tem sido a causa de muito fracasso na educação. A falta de conhecimento sobre as teorias da aprendizagem testifica a incompetência do educador. Há uma lógica. Nenhum engenheiro assume a construção de um edifício se ele não estiver totalmente qualificado para aquela obra.
            Infelizmente, na educação alguns se arriscam em “da” aula, quando deveria mediar a aula, provocando, instigando, criando situações favoráveis para o conhecimento.
            Foi feito uma entrevista com sete professores da EEEP irmã Ana Zélia da Fonseca de Milagres, representando 25% do quadro dos docentes, onde os mesmo puderam dar as suas contribuições  quanto ao trabalho do coordenador pedagógico. A entrevista abordava a temática: Qual a contribuição do Coordenador Pedagógico para a escola?
            Os docentes entrevistados fazem parte do quadro de professores da escola acima citada. São professores de História, Biologia, Educação Física, Língua Portuguesa, Informática, Geografia e Artes.
            Foram diversas as contribuições apresentadas por eles. Foi dito que o coordenador é um parceiro. A visão que muitos têm que ele é mais um fiscalizador foi descartada por todos. Felizmente há um reconhecimento por parte deste educador. É ele quem chega junto, em meios as turbulências ocorridas no dia-a-dia. É ele quem checa o nível de aprendizagem, anotando os nomes dos que se encontram em situações desejáveis e nas mais críticas. Lidar com estes jovens, cheio de saúde, em pleno vigor físico, não é uma tarefa fácil. A idade entre 14 a 16 anos para passar quase dez horas por dia, é um grande desafio.
            O coordenador também é um intermediário entre pais e alunos.  Toma conhecimento das necessidades de cada educando, facilitando o trabalho do professor. É percebido através de conversa com os pais, onde é apresentado problemas, como: transtorno bipolar, hiperatividade, déficit de aprendizagem na leitura e escrita, horário para medicamentos, depressão, diabetes, entre outras.
Como foi visto tudo depende de uma boa articulação pedagógica. Pois ele prevê os acontecimentos futuros através das experiências e estatísticas apresentadas.
            O coordenador também é visto como um cooperador. Através dos encontros semanais, aumenta este vinculo de cooperação. Sua experiência encoraja o educador. Há um dia de estudo para cada área do conhecimento. A segunda feira é destinada a área técnica. É um momento bem especifico. Os educadores têm uma formação mais técnica e precisam mais das instruções pedagógica, já que no período da formação não receberam com tanta eficiência.  As terças feiras são destinadas a Linguagens e Códigos, onde facilita bem mais a comunicação, pois a coordenação é formada na mesma área. A quarta feira é disponibilizada para Ciência da Natureza e suas Tecnologias. A linguagem também traz semelhança às técnicas. Finalmente, a quinta feira contempla Ciências Humanas.
            Como foi visto, a tarefa da coordenação pedagógica é bastante extensa. Há uma preocupação em assistir todos os educadores, sem esquecer de ver os casos específicos, entre aqueles que têm dificuldades no relacionamento com as turma, falta de domínio e de visão pedagógica.
                        O coordenador também é visto como um educador. Essa visão implica em maior responsabilidade. Pois trata da mais sublime tarefa humana, a de educar. Plantar sonhos na vida destes meninos e meninas, mas não só plantar, regar, acompanhar a luta diária e desafiar a cada um a galgar o mundo dos seus sonhos. É preciso acreditar. Não vale dizer para um adolescente que ele é capaz quando você não acredita nas possibilidades dele ser o que ele deseja. E ai vem o desafio: Trabalhar as responsabilidades do educando para chegar na hora certa; cumprir com suas responsabilidades quanto a entrega de trabalhos e exercícios em tempo hábil; respeitar o tempo pedagógico; ser um cidadão ético; ser um bom leitor para dominar a escrita e ter uma boa argumentação e acima de tudo ser consciente da sua realidade
            O trabalho de coordenação pedagógica, como o próprio nome já diz, precisa estar envolvido com a aprendizagem do educando. Precisa ser bem claro as atribuições. Não é que não possa ser um auxiliar direto do diretor administrativo, mas que a sua área de prioridade é com a aprendizagem do aluno.
            O maior desafio do coordenador pedagógico é administrar o seu tempo, equalizar o universo de atribuições que lhe são imputadas, como: orienta o professor para encontrar soluções para o baixo nível de aprendizagem, oportunizando cada aluno e mantendo o equilíbrio entre os que se destacam sem causar prejuízo e nem desmotivação aos que estão com dificuldades.

Referências bibliográficas.

ALMEIDA, Laurinha Ramalho; PLACCO, Vera Maria Nigro de Souza (Org.) O coordenador pedagógico e o espaço da mudança. 3.ed. São Paulo: Ed. Loyola, 2003
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro  de 1996.  Estabelece  as  diretrizes  e  bases  da
educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 23 dez. 1996.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. 18. ed. atual. ampl. São Paulo: Saraiva, 1998.
LIBANEO, José Carlos; Oliveira, João Ferreira de; TOSCHI, Mirza Seabra. Educação escolar: políticas,estrutura e organização. São Paulo: Cortez, 2006
OLIVEIRA, D. A. Mudanças na organização e gestão do trabalho na escola. In: LIVEIRA,
D. A.; ROSAR, M. F. F. Política e gestão da educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2002. p.

125-144

quinta-feira, 26 de junho de 2014










Aqui estão meus registros, frutos de muita leitura, pesquisas e trabalho.  São pequenos tijolos que serão úteis para minha construção.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - UFC
O Curso de Especialização em Coordenação Pedagógica
Turma 03 Barbalha 2013

Professor: Reginaldo Ferreira Domingos

Cursista: Francisco Mauro de Sousa

Projeto Político-Pedagógico da escola.

Tem-se percebido que a metodologia aplicada para desenvolver o PPP faz toda diferença. O projeto Político Pedagógico precisa ser participativo ou não terá tanta qualidade. Professores, coordenadores pedagógicos, diretores, equipe de gestão e de suporte pedagógico, alunos, pais de alunos, servidores técnico-administrativos tem o conhecimento real da escola. Seu tamanho, seus anseios, necessidades, dificuldades, qualidades, respaldos, sonhos e realidade. Visualizando este quadro será possível traçar algumas metas para execução deste projeto.
É fato que o projeto feito com a participação da comunidade educativa, além de legitimar, ganha corpo, confiança, notoriedade e apoio de todos. Cada um se sente parte integrante e co-responsável. O sucesso também é dividido. Se dá errado os planos, não se pode atribuir falha a uma pessoa, mas ao grupo.
Todos são educadores. O porteiro com a sua função firme e segura, embora não tendo tanta responsabilidade acadêmica e pedagógica tem um papel muito importante. É a primeira pessoa fixa a qual dará as boas vindas a todos. É verdade que em algumas escolas o núcleo gestor se reveza dando um bom dia para cada aluno, mas de praxe é o porteira quem primeira saúda o público e a maneira com que trata cada aluno faz toda diferença.
Gadotti (2000) destaca que “o projeto pedagógico da escola está hoje inserido num cenário marcado pela diversidade. Cada escola é resultado de um processo de desenvolvimento de suas próprias contradições. Não existem duas escolas iguais”.
Bem definiu Gadotti, cada escola tem a sua própria identidade, é impar no jeito de ser, de agir e conquistar seu próprio resultado.
Toda escola tem sua própria característica. Sua identidade. Ela é marcada pela disciplina, pelo padrão de qualidade, pela organização, pelo atendimento, pelas suas conquistas e resultados e especialmente pela sua contribuição social.
            Nosso  pais tem dimensão continental e jamais poderia propor uma maneira única de  trabalhar um projeto para toda gente. Culturas diferenciadas, marcadas pela rica contribuição indígena, africana e européia e o jeito característico de cada região
O que na verdade norteia a instituição é o seu Projeto Político Pedagógico. É ele quem dá o direcionamento aos projetos. Uma nova cara. Uma nova roupagem. Como a bussola que orienta o navegante em meio a densa noite no mar,  assim o PPP faz esse papel.
Definindo a miúdo,
É projeto porque  reúne propostas  de ação concreta a executar durante determinado
período de tempo. É político por considerar a escola como um espaço de formação de
cidadãos conscientes, responsáveis  e críticos, que atuarão individual e coletivamente
na sociedade, modificando  os rumos que ela vai seguir. É  pedagógico  porque define
e  organiza  as  atividades  e os projetos educativos necessários ao processo de ensino
        e aprendizagem”.

Fica compreendido que o PPP é o documento norteador escolar. Ele é muito importante para ser construído e ser guardado sob sete chaves sem utilização. As críticas não são infundadas, algumas vezes se pesquisa um modelo de projeto para implantar na escola ou contrata um profissional competente para elaborar, mas este projeto nunca será executado na prática. Nessas condições o PPP não tem importância. A construção deve ser coletiva, com toda equipe escolar e representação de cada setor, as pessoas geralmente conhecem a realidade da escola e sabe a verdadeira necessidade dela. Assim este produto se torna importante e cumpre fielmente com a sua função social.



UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - UFC
O Curso de Especialização em Coordenação Pedagógica
Turma 03 Barbalha 2013

Professor: Reginaldo Ferreira Domingos

Cursista: Francisco Mauro de Sousa 

Avaliação Institucional

 Quando Sócrates diz: “que nada sei”, acredito que estivesse falando do universo de conhecimento que seria impossível a um homem a aquisição de todas as coisas.
Avaliar é um verbo da primeira conjugação, mas de difícil definição.
“A avaliação é a reflexão transformada em ação, não podendo ser estática nem ter caráter sensitivo e classificatório”. Jussara Hoffmann
Quando se ouve falar em avaliação como um ato de amor, pensa-se naqueles poemas juvenis, onde os adolescentes dissertam sobre suas paixões, seus afetos e amores. Geralmente não vem a mente a ideia de um trabalho puramente pedagógico, mas como um recheio de fantasias.
Quando se analisa o ato de amor, percebe-se o quanto é importante para o educando. Pois o profissional não é apenas um mero repassador de conteúdo, mas um ser capaz de mover, despertar e criar mecanismos para a aprendizagem.
Aquela avaliação que muitas vezes era um instrumento de opressão, de vingança, causando medo, estresse, vergonha e pavor, se transforma em um objeto de desejo, de transformação, onde o próprio educando se submete com consciência, buscando o seu próprio mundo de superação intelectual e social.
Quem já não viu um aluno pegar a sua prova, toda riscada num formato de X vermelho, picotá-la e arremessá-la no lixeiro ou no canto da sala? Ou quem já fê-lo?
Segundo Canen (2001), Gandin (1995) e Luckesi (1996), “a avaliação é um julgamento sobre uma realidade concreta ou sobre uma prática, à luz de critérios claros, estabelecidos prévia ou concomitantemente, para tomada de decisão”.
Há diversos tipos de avaliação: Avaliação Diagnóstica, aquela que é usada no inicio das aulas com o objetivo de conhecer melhor o aluno e buscar maiores informações, sem fazer uso daquela nota.
A avaliação Formativa é aquela que acompanha o aluno no seu dia-a-dia, direcionando-o corretamente e percebendo a sua compreensão sobre o conteúdo ministrado. Seu foco pedagogicamente está na aprendizagem.
Já a Avaliação Somativa é compreendida como aquela classificatória, é a junção de todas as atividades propostas, como: Trabalhos, provas, seminários, pesquisas, exercícios e outras atividades apresentadas.
Percebe-se que a avaliação educacional acompanha a vida do aluno na escola. Ela consegue visualizar os pontos forte e críticos e dá ao professor a oportunidade de interferir imediatamente, sem que precise deixar esse momento importante para um fim de bimestre ou ano, quando muitas vezes já tem levado o aluno a desmotivação e até a desistência.
A avaliação Institucional tem trazido algumas mudanças no formato pedagógico. Tem-se promovido alguns debates, reflexões e mudanças. Há uma necessidade urgente de se qualificar, se renovar, rever as práticas pedagógicas e a exigência do mundo atual. Não é uma questão de modismo, mas de compreensão de uma nova ordem social, de um mundo exigente e competitivo.
É assim, em todas as áreas da sociedade. Na agricultura, na saúde, na segurança, na ecologia e na educação não seria diferente.

Portanto, a avaliação Institucional tem contribuído sim, com o trabalho docente. As oportunidades de acompanhar as avaliações externas, como: SAEB, ENEM, SPAECE e outras, dão ao educador a possibilidade de rever o seu mundo de formação e de pensar também em larga escala.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - UFC
O Curso de Especialização em Coordenação Pedagógica
Turma 03 Barbalha 2013

Professor: Reginaldo Ferreira Domingos

Cursista: Francisco Mauro de Sousa

Principais Dificuldades Encontradas na Realidade Escolar

Desafio é uma ação provocadora que permite aos que se submetem a ele podem encontrar meios de se superar.
A escola por sua vez tem um papel determinante na sociedade de contribuir para o crescimento dos cidadãos.
As escolas profissionalizantes têm um papel desafiador nos nossos dias, de buscar soluções para alguns problemas. Sempre foi dito que para uma boa educação a instituição precisava de alunos, uma boa equipe de professores, uma coordenação pedagógica antenada com os anseios dos educandos, uma boa gestão administrativa, um bom espaço físico, capaz de comportar a comunidade educativa e um bom recurso pedagógico, além de outros componentes.
A EEEP Irmã Ana Zélia da Fonseca de Milagres tem abraçado esse desafio. Hoje se encontra com quinhentos e vinte alunos. Está no seu terceiro ano de vida, mas com muitos desafios pela frente. Mais de 50% da sua clientela é da zona rural. Enfrenta um problema de transporte crônico. Pois alguns alunos das comunidades mais longínquas saem de casa bastante cedo e chega tarde, pois nem sempre há estradas suficientes para o transporte passar perto. Outra realidade são as condições dos transportes rurais. Às vezes sem as condições exigidas para transportar alunos. São espaços inadequados, com superlotação, havendo possibilidade de risco. Vale observar a questão da adaptação de horário. Alunos acostumados a entrar em sala de aula às 7 horas e sair às 11 horas, ficam na escola durante todo dia. Cerca de 10 horas na escola. Precisam se adaptar aos transportes, alimentação, refrigeração ambiental e ainda ao tempo pedagógico.
Nessas condições, abre-se porta para a evasão escolar, uma das mais desafiantes tarefas para a gestão administrativa e pedagógica. A gestão pedagógica se sente na obrigação de fechar essa porta, contando com a assistência de perto aos alunos, contatos pessoais freqüente com os pais, buscando parceria para evitar esse tão grande mal que assola muitas escolas públicas.
Um fator importante aliado a escola é que estes educando são bastante jovens, com uma faixa etária entre 14 a 16 anos, o que dificulta a saída para o trabalho nas firmas e para outros estados.
A alimentação é um desafio, pois embora a alimentação tenha um cardápio diversificado, há um enjoou por parte da comunidade educativa, sendo necessária a presença de nutricionistas e de pessoas competentes na área alimentícia para contornar as dificuldades. São desejos diferentes, “A” gosta de salada, “B” prefere sorvete. E assim aumenta o desafio.
É preciso salientar as condições que os alunos chegam à escola. Os conhecimentos básicos são insuficientes para está no ensino médio. Alguns alunos chegam com dificuldade de separação de sílabas,  sem o conhecimento mínimo em Língua Portuguesa e Matemática. Mas chegou à escola. E agora, o que fazer?  É ai onde entra o profissional, com sua visão pedagógica, capaz de conciliar os conteúdos entre alunos em condições desejáveis, os satisfatórios, os intermediários, os críticos e os muito críticos.
Os desafios não param por aí, há uma preocupação gigantesca quanto à gravidez na adolescência. Muitas meninas já se encontram em fase de uma vida sexualmente ativa, o que corre sérios riscos de engravidar prematuramente. Muitas são as atividades realizadas pela escola, como: palestras, seminários, simpósios, feiras de ciências e diversas aulas informativas e formativas para ajudar estas meninas a se protegerem.
Pensar pedagogicamente todas estas questões demanda tempo. É preciso manter um alinhamento com os docentes, conhecendo as potencialidades individuais, estabelecendo parceria e somando forças para enfrentar as dificuldades que surgem no dia-a-dia. São muitos os professores que colaboram com a escola. Mais de 90% dos docentes lancham e almoçam com os discentes na mesa para desenvolver laços de amizades e manter melhor aproximação. Isso tem contribuído muito para minimizar os problemas.
Sendo assim, a gestão pedagógica tem buscado todos os meios para manter uma escola viva, comprometida com o ensino, com a qualidade, com a ética, desenvolvendo seu papel que a sociedade tanto espera.


terça-feira, 24 de junho de 2014

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - UFC
O Curso de Especialização em Coordenação Pedagógica
Turma 03 Barbalha 2013

Professor: Reginaldo Ferreira Domingos

Cursista: Francisco Mauro de Sousa

Relatório Analítico e Crítico.

 A escola é uma célula viva da sociedade. Como se tem visto, o PPP também é vivo. Graças a ele que muitos projetos realmente saem do papel.
            A EEEP Irmã Ana Zélia da Fonseca, conseguiu nos seus dois anos de vida implementar alguns projetos que foram bastante significativo para toda escola.
            O projeto ambiental na área de preservação ganhou destaque.
            Milagres é cortada pelo rio Riacho dos Porcos, onde tem sofrido bastante com a falta de cuidado por sua população. O leito do rio tem sofrido assoreamento e a mata ciliar praticamente desaparecida.
            A escola não pode estar preocupada apenas com as questões pedagógicas, mas muito atenta para as questões sociais. O além dos muros deve fazer parte do programa escolar.
            A EEEP Irmã Ana Zélia desenvolveu bastante programas, mas o projeto na área ambiental ganhou maior repercussão. O projeto visava à recuperação da mata ciliar. Não era uma atividade fácil porque contava com um universo de pessoas.
            Daí começou o desenho no papel. Era preciso contar com uma equipe de alunos e aproveitar as habilidades dos mesmos da zona rural que já conhecia um pouco sobre vegetação, embora não sabendo o nome científico, mas já era caminho andado.
            O Projeto foi encabeçado pelo professor Tadeu Henrique Dantas Tavares que definiu o quantitativo de alunos e elegeu três alunos para representar a escola diante de outras instituições. Foram eles: Ricardo Leandro, Raiany Pereira e Joquebede Vasques. Por adesão foram escolhido alguns professores para apoio e em seguida, procurou os proprietários da área onde o rio passava. Uma vez localizados, fez-se reunião e acordou algumas tomadas de decisões.
Nome do Projeto: Situação Atual de Remanescente da Mata Ciliar de Trecho do Riacho dos Porcos, Dentro de uma Perspectiva Socioambiental.
Foi convidado um ex-aluno de escola pública, acadêmico em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba, Eugênio Oliveira, que foi estudante da rede pública cearense durante toda a educação básica. O encontro aconteceu na sexta-feira, 10 de maio 2013, no horário destinado à Formação Cidadã.  
            Para envolver os alunos nessa fascinante viagem, o graduando valorizou o fator motivação como peça fundamental na busca pela realização profissional e pessoal, reconhecendo a importância  da participação em programas e projetos como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e vestibulares. Eugênio também enfatizou a importância tanto do  estudo individual como do cooperativo.
            Foi feito contato com uma professora da Universidade Regional do Cariri, Naiana Seixas, onde a mesma trabalhou os nomes científicos da vegetação. Foi ensinado como trabalhar a coleta das plantas para fazer a exsicata. Foram feitas várias aulas de campo, percorrendo as áreas afetadas do rio.
            Houve visita de funcionários da Instituição Chico Mendes para instrumentalizar os alunos na criação de Com-Vidas.
            Foi feito parceria com a professora, bióloga Maria de Lourdes Cunha, que se encarregou de trabalhar com mudas e adequação de todo plantação das árvores nativas.
            Varias ações saíram deste projeto: Caminhada ecológica com saquinhos confeccionados para os motoristas não jogarem lixo nas vias públicas; Faixas nas principais ruas advertindo a população para cuidar bem da cidade no quesito limpeza; Informativos para os comerciantes para não permitirem os funcionários jogarem lixo nas ruas; Palestra com nutricionista para trabalhar alimentação alternativa para a comunidade educativa, evitando o consumo de alimentação nociva a saúde e o desperdiço de alimentação e conversa com os vereadores municipais em busca de parcerias com o poder publico municipal.
            Entre as ações do projeto a que melhor se destacou foi à confecção de sabão com o restante de óleo de cozinha usado nas frituras. Foram cadastradas algumas lanchonetes da cidade e feito uma coleta seletiva do óleo usado. Com a coleta os alunos confeccionavam sabão em barra utilizando na própria escola e evitando que esse material fosse jogado nos esgotos, contaminando mais ainda a pouca água que restava no Riacho dos Porcos. Pois os esgotos da cidade são canalizados para dentro do rio.
            Este projeto rendeu a melhor colocação na CREDE 20, Brejo Santo-CE e ainda foi para estadual concorrendo com os projetos de todo estado. Não venceu na estadual, mas a escola e os alunos ganharam notoriedade. Nem sempre uma premiação significa tudo.
            Fica compreendido que a escola como uma célula viva atua na formação cidadã dos indivíduos na busca da superação das suas dificuldades, transformando o seu meio social em que vive, atuando na construção de uma sociedade mais fraterna, justa e igualitária.



  • Como o seu trabalho tem contribuído para que esses movimentos tenham cada vez mais um caráter educativo?
  • Quais as ações de comunicação e de educação instituídas por esses movimentos?



O trabalho da coordenação foi bastante significativo no acompanhamento das ações. Esteve sempre presente nas reuniões, com alunos e professores, nos contatos com a CREDE 20 para aquisição de transporte, contatos com a Universidade Regional do Cariri – URCA, intermediando os convites a professores, e com as instituições como ACOM- Associação Comunitária de Milagres, Instituição Chico Mendes, Escolas, Secretarias Municipais e Câmara de Vereadores.
As instruções para registro como portfólio também foram devidamente acompanhadas
E instruídas.
Quanto às ações de comunicação, vale ressaltar o empenho da coordenação pedagógica. Houve divulgação  em painéis sobre o projeto ambiental.  Em sala de aula foi anunciado os critérios para inscrever os alunos. Tendo em vista que o projeto precisava contemplar aluno das quatro salas: Estética, Eventos, Finanças e Redes de Computação. As quatro salas compunha um número de 180 alunos, pois era ainda a primeira turma.
O projeto foi exposto para a comunidade educativa, onde cada um teve oportunidade de conhecer as propostas e de se identificar com o mesmo
Uma vez selecionados os nomes dos aluno foram divulgados e postados em painéis. Cada ação realizada era registrada no diário de bordo e as atividades mais significativas eram postadas em redes sociais e no site da SEDUC e da CREDE 20.


UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - UFC
O Curso de Especialização em Coordenação Pedagógica
Turma 03 Barbalha 2013

Professor: Reginaldo Ferreira Domingos

Cursista: Francisco Mauro de Sousa 

Aprendizagem escolar e trabalho pedagógico

Da Coordenação Pedagógica

A coordenador pedagógica tem uma árdua tarefa escolar. Além de educador precisa ser qualificado, portador de habilitação segundo o regimento escolar. Sua tarefa é extensa, é responsável por acompanhar todo processo pedagógico escolar, ainda precisa apoiar o gestor na sua administração. O acompanhamento ao professor é de suma importância. Também se preocupa com a formação dos educandos no dia a dia. Precisa estar atento as novidades atuais como as avaliações internas e externas. Os concursos também exigem competências e habilidades dos educandos.
O acompanhamento sistemático contribui para o sucesso do aluno e consequentemente da escola. O planejamento é sempre o melhor caminho. Pois é através dele que surgem as reuniões periódicas, encontros semanais por áreas e a inteiração de todo processo de aprendizagem. O calendário é acompanhado cuidadosamente, onde é observado  cada detalhe, o que faz grande diferença.
Como foi visto tudo depende de uma boa articulação pedagógica. Pois ela prevê os acontecimentos futuros através das experiências e estatísticas apresentadas.

Formação Docente

Vive-se num momento de muitas transformações sociais, culturais, religiosas e econômicas. A economia internacional passa por mudanças drásticas. As desigualdades sociais que tanto prejudica as comunidades. As questões ambientais são dignas de considerações, o que se faz pensar e refletir sobre o como viver com todas estas dificuldades e desafios dos nossos dias
Em todas as áreas profissionais seus líderes, gestores, administradores precisam se atualizar.
A formação docente também traz esta necessidade. Geralmente a formação acadêmica deixa um pouco a desejar. Inúmeros motivos poderiam ser listados, como: falta de aptidão, falta de compromisso com a graduação em si, de oportunidade em outras áreas de interesse, condição social e outras mais. Assim, o docente muitas vezes embarca no magistério sem muita definição do que quer. Depois de iniciar o processo pedagógico, faz-se necessário a busca pela formação continuada.

A formação  é amparada  por lei, o  que  dá  um  respaldo legal ao indivíduo e uma
 busca  pelos  direitos. A LDB,   por  sua  vez,  define   no  art. 63,  inciso  III, que as
instituições   formativas   deverão   manter  “programas  de   formação   continuada
 atalhos mais práticos, não mais fáceis, mas eficientes e exequíveis.

A formação continuada dá ao educador um melhor embasamento pedagógico. As teorias são estudadas e uma vez que acontece a aquisição do conhecimento o professor se sente mais seguro e ancorado pelo conhecimento. Há muito que aprender. O período de faculdade nem sempre é suficiente. Há falha na graduação, na formação e na própria instituição. É o chamado efeito dominó.
Felizmente quando se toma conhecimento dessas informações deixa-se de culpar A ou B e assume sua própria deficiência criando meios para refazer o que foi perdido ao longo da formação acadêmica.

A Importância do  Planejamento  Pedagógico

Quando resolvemos fazer um passeio, uma viagem, uma excursão, geralmente nos programamos com antecedência. Pensamos nos transportes, nas vestimentas, na alimentação, nos possíveis medicamentos como prevenção e especialmente nas finanças.
Na caminhada pedagógica o planejamento tem uma grande responsabilidade para o sucesso do aluno. A aprendizagem é o ouro a garimpar.  Todos os recurso são direcionado a aprendizagem. Não há destaque nenhum e significados se não for concretizado esse objetivo. “Planejar é pensar sobre aquilo que existe, sobre o que se quer alcançar, com que meios se pretende agir”. (OLIVEIRA. 2007. p.21).
Muitos educadores ainda desvalorizam o planejamento pedagógico, acreditam que pelo fato de ter sua formação na área é o bastante. Outros consideram o fato de muitos anos no magistério ser suficiente.
É preciso mudança de mentalidade. O planejamento não é o mero exercício de preenchimento de formulários, diários ou relatórios. Vai além disso. O acompanhamento sistematizado requer organização, tempo para se dedicar, direcionamento e disciplina.
São muitas questões que precisam ser analisadas, mas não se pode abrir mão desse precioso instrumento que é o planejamento. É ele que norteia a vida pedagógica escolar, sem ele, alegoricamente falando,  o carro andaria sem direção.

A Avaliação da Aprendizagem nos dias de Hoje

“Um educador motivado pela vocação, forma alunos motivados pelo senso de organização”.
Entre todas as atividades pedagógicas nenhuma é tão desafiadora quanto à avaliação. Ela é complexa. Muitos educadores estabelecem suas avaliações diagnósticas no início do ano, executam os testes, mas não usam de forma correta os resultados. Outros até fazem por imposição das  instituições, mas também não sabe o que fazer com os resultados. 
Avaliar é muito mais que cobrar conteúdo. A verdadeira avaliação se faz no dia a dia,  através de uma discussão sobre determinado assunto proposto para estudo, de seminários, onde o aluno expressa seu conhecimento através da pesquisa fundamentando sua defesa, no relatório verbal sobre o livro que leu, numa conversa bem fundamentada, em uma produção bem elaborada, em uma obra de arte através de uma pintura, onde aborde a inteligência pictórica, e muitos outros meios. Então pode-se ter vários instrumentais para avaliar.
Segundo Canen (2001), Gandin (1995) e Luckesi (1996), a avaliação é um julgamento sobre uma realidade concreta ou sobre uma prática, à luz de critérios claros, estabelecidos prévia ou concomitantemente, para tomada de decisão”.
Infelizmente ainda existem educadores que tem a avaliação como uma arma em suas mãos. Objeto de vingança. O aluno não cooperou durante as aulas, muitas vezes desinteressado pelo assunto que não chama atenção e não valorizou a sistematização ou exposição do conteúdo e o educador quer agora puni-lo com um estilo de prova que as vezes não prova nada.
A avaliação precisa ser o recurso como feedback entre professor e aluno. É através dela que se constata o andamento da aprendizagem. Pode se ver como uma lente de alcance que propicia uma melhor visualização dos educandos

“A avaliação formativa não tem como pressuposto a punição ou premiação. Ela prevê que os estudantes possuem ritmos e processos de aprendizagem diferentes. Por isso, o professor diversifica as formas de agrupamento da turma”. (Nova Escola - Avaliar para ensinar melhor )

“A avaliação é a reflexão transformada em ação, não podendo ser estática nem ter caráter sensitivo e classificatório”. Jussara Hoffmann

PPP - O que é o projeto político-pedagógico (PPP)

Toda escola tem sua própria característica. Sua identidade. Ela é marcada pela disciplina, pelo padrão de qualidade, pela organização e especialmente pela sua contribuição social.
O que na verdade norteia a instituição é o seu Projeto Político Pedagógico. É ele quem dá o direcionamento aos projetos. Como a bussola que orienta o navegante, assim o PPP faz esse papel.
Definindo a miúdo,

É projeto porque  reúne propostas  de ação concreta a executar durante determinado
período de tempo. É político por considerar a escola como um espaço de formação de
cidadãos conscientes, responsáveis  e críticos, que atuarão individual e coletivamente
na sociedade, modificando  os rumos que ela vai seguir. É  pedagógico  porque define
e  organiza  as  atividades  e os projetos educativos necessários ao processo de ensino
e aprendizagem”.

Fica compreendido que o PPP é o documento norteador escolar. Ele é muito importante para ser construído e ser guardado sob sete chaves sem utilização. As críticas não são infundadas, algumas vezes se pesquisa um modelo de projeto ou negociar com um habilidoso para construí-lo. Nessas condições o PPP não tem importância. A construção deve ser coletiva, com toda equipe escolar e representação de cada setor, as pessoas geralmente conhecem a realidade da escola e sabe a verdadeira necessidade dela. Assim este produto se torna importante e cumpre fielmente com a sua função social.
A aprendizagem é a formação que se dá no dia a dia. Todo crescimento é progressivo e continuo.  Coordenar, é estar apto ao novo e as oportunidades surgidas, considerando sempre a importância do planejamento, os processos de avaliação e vivendo na integra o Projeto Político Pedagógico.


UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - UFC
O Curso de Especialização em Coordenação Pedagógica
Turma 03 Barbalha 2013

Professor: Reginaldo Ferreira Domingos

Cursista:Francisco Mauro de Sousa

 Realidade Escolar e Trabalho Pedagógico

Vive-se um momento de intensa transformação tecnológica. A presença das mídias sociais tem sido uma realidade. Crianças desde cedo já consegue manipular um celular de ultima geração. Os computadores ficaram mais sofisticados, as TVs mais complexas, a internet cada vez mais eficiente
            Neste contexto surge a figura do coordenador pedagógico com a maior responsabilidade do mundo, de fazer o sistema pedagógico andar. Um mundo com suas inúmeras contradições, onde uma classe detém o poder e a tecnologia e outras são analfabites, onde não dominam a tecnologia, ou nunca leram um livro vivendo numa cegueira intelectual e política
            A coordenador pedagógica tem uma árdua tarefa escolar. Além de educador precisa ser qualificado, portador de habilitação segundo o regimento escolar. Sua tarefa é extensa, é responsável por acompanhar todo processo pedagógico escolar, ainda precisa apoiar o gestor na sua administração.  A coordenação escolar é uma instância integradora e articuladora das ações pedagógicas e didáticas na escola.
            A demanda burocrática também impede um acompanhamento melhor. Podemos listar as inúmeras ações realizadas como: assinaturas de documentos relativos à escrituração escolar, verificação do diário de professores, coordenar a elaboração de projetos, promover a integração escolar, representar a instituição em eventos, participação de formação nos centro regionais e até estaduais, participar e assessorar o processo de elaboração do plano de ação da escola, avaliar os trabalhos docente, criar estratégias para acompanhar as avaliações permanentes e manter contatos com os alunos para saber a sua realidade.
            O acompanhamento ao professor é de suma importância. Além de nortear os programas, coopera com ideias e experiencias que facilitará o trabalho dele, também se preocupa com a formação dos educandos no dia a dia. Precisa estar atento as novidades atuais como as avaliações internas e externas. Os concursos também exigem competências e habilidades dos educandos.
                Já  segundo Clementi (apud Almeida), cabe  ao  coordenador "acompanhar  o  projeto  pedagógico,  formar                             professores, partilhar suas ações, também é importante que compreenda as reais relações dessa posição."           
           
            O acompanhamento sistemático contribui para o sucesso do aluno e consequentemente da escola. O planejamento é sempre o melhor caminho. Pois é através dele que surgem as reuniões periódicas, encontros semanais por áreas e a inteiração de todo processo de aprendizagem. O calendário é acompanhado cuidadosamente, onde é observado  cada detalhe, o que faz grande diferença.
Como foi visto tudo depende de uma boa articulação pedagógica. Pois ele prevê os acontecimentos futuros através das experiências e estatísticas apresentadas.
            O maior desafio do coordenador pedagógico é administrar o seu tempo, equalizar o universo de atribuições que lhe são imputadas, como: orienta o professor para encontrar soluções para o baixo nível de aprendizagem, oportunizando cada aluno e mantendo o equilíbrio entre os que se destacam sem causar prejuízo e nem desmotivação aos que estão com dificuldades.

            Segundo site da WikipédiaMalabarismo é a arte de manipular objetos com destreza”, pois o coordenador pedagógico nada mais do que um. Somente graças a sua inteligência, dedicação e eficiência é possível realizar essa tão grande tarefa confiada.

segunda-feira, 23 de junho de 2014


UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - UFC
O Curso de Especialização em Coordenação Pedagógica
Turma 03 Barbalha 2013

Professor: Reginaldo Ferreira Domingos

Cursista: Francisco Mauro de Sousa

Relatório Analítico e Crítico.

A escola é uma célula viva da sociedade. Como se tem visto, o PPP também é vivo. Graças a ele que muitos projetos realmente saem do papel.
            A EEEP Irmã Ana Zélia da Fonseca, conseguiu nos seus dois anos de vida implementar alguns projetos que foram bastante significativo para toda escola.
            O projeto ambiental na área de preservação ganhou destaque.
            Milagres é cortada pelo rio Riacho dos Porcos, onde tem sofrido bastante com a falta de cuidado por sua população. O leito do rio tem estado quase todo aterrado e a mata ciliar praticamente desaparecida.
            A escola não pode estar preocupada apenas com as questões pedagógicas, mas muito atenta para as questões sociais. O além dos muros deve fazer parte do programa escolar.
            A EEEP Irmã Ana Zélia desenvolveu bastante programas, mas o projeto na área ambiental ganhou maior repercussão. O projeto visava à recuperação da mata ciliar. Não era uma atividade fácil porque contava com um universo de pessoas.
            Daí começou o desenho no papel. Era preciso contar com uma equipe de alunos e aproveitar as habilidades dos mesmos da zona rural que já conhecia um pouco sobre vegetação, embora não sabendo o nome científico, mas já era caminho andado.
            O Projeto foi encabeçado pelo professor Tadeu Henrique Dantas Tavares que definiu o quantitativo de alunos e elegeu três alunos para representar a escola diante de outras instituições. Foram eles: Ricardo Leandro, Raiany Pereira e Joquebede Vasques. Em seguida, procurou os proprietários da área onde o rio passava. Uma vez localizados, fez-se reunião e acordou algumas tomadas de decisões.
Nome do Projeto: Situação Atual de Remanescente da Mata Ciliar de Trecho do Riacho dos Porcos, Dentro de uma Perspectiva Socioambiental.
Foi convidado um ex-aluno de escola pública, acadêmico em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba, Eugênio Oliveira, que foi estudante da rede pública cearense durante toda a educação básica. O encontro aconteceu na sexta-feira, 10 de maio 2013, no horário destinado à Formação Cidadã.  
            Para envolver os alunos nessa fascinante viagem, o graduando valorizou o fator motivação como peça fundamental na busca pela realização profissional e pessoal, reconhecendo a importância  da participação em programas e projetos como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e vestibulares. Eugênio também enfatizou a importância tanto do  estudo individual como do cooperativo.
            Foi feito contato com uma professora da Universidade Regional do Cariri, Naiana Seixas, onde a mesma trabalhou os nomes científicos da vegetação. Foi ensinado como trabalhar a coleta das plantas para fazer a exsicata.
            Houve visita de funcionários da Instituição Chico Mendes para instrumentalizar os alunos na criação de Com-Vidas.
            Estabeleceu parceria com a professora, bióloga Maria de Lourdes Cunha, que se encarregou de trabalhar com mudas e adequação de todo plantação das árvores nativas.
            Varias ações saíram deste projeto: Caminhada ecológica com saquinhos confeccionados para os motoristas não jogarem lixo nas vias públicas; Faixas nas principais ruas advertindo a população para cuidar bem da cidade no quesito limpeza; Informativos para os comerciantes para não permitirem os funcionários jogarem lixo nas ruas; Palestra com nutricionista para trabalhar alimentação alternativa para a comunidade educativa, evitando o consumo de alimentação nocivo a saúde e o desperdiço de alimentação e conversa com os vereadores municipais em busca de parcerias com o poder publico municipal.
            Entre as ações do projeto a que melhor se destacou foi à confecção de sabão com o restante de óleo de cozinha usado nas frituras. Foram cadastradas algumas lanchonetes da cidade e feito uma coleta seletiva do óleo usado. Com a coleta os alunos confeccionavam sabão em barra utilizando na própria escola e evitando que esse material fosse jogado nos esgotos, contaminando mais ainda a pouca água que restava no Riacho dos Porcos. Pois os esgotos da cidade são canalizados para dentro do rio.
            Este projeto rendeu a melhor colocação na CREDE 20, Brejo Santo-CE e ainda foi para estadual concorrendo com os projetos de todo estado. Não venceu na estadual, mas a escola e os alunos ganharam notoriedade. Nem sempre uma premiação significa tudo.
            Fica compreendido que a escola como uma célula viva atua na formação cidadã dos indivíduos na busca da superação das suas dificuldades, transformando o seu meio social em que vive, atuando na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.